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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Quando a literatura portuguesa se encontra com a brasileira...



Assim como nós brasileiros admiramos grandes autores portugueses como Camões, Florbela Espanca e José Saramago, Portugal também tem sua admiração por nossos autores. Prova disso foi a escolha de Leite Derramado, de Chico Buarque, como melhor livro do ano pelo Prêmio Portugal Telecom de Literatura, que aconteceu no dia 08 de novembro.

O Prêmio, que se encontra na sua oitava edição, foi criado em 2003, pela empresa lusa Portugal Telecom, para prestigiar a nossa literatura brasileira. Tamanho foi o sucesso da premiação que nos anos seguintes a disputa foi aberta para todos os autores de língua portuguesa. Essa iniciativa mostra o quão próximas são as literaturas das nações de língua portuguesa.
O mais interessante foi que neste ano, um fato curioso tornou a premiação diferente das outras edições: o júri votou em nove obras das dez nomeadas.

O que motivou a retirada de um livro da votação foi a vontade de se fazer uma homenagem especial ao ganhador do Nobel de Literatura de 1998, e ilustre autor português, José Saramago. Afinal, sua vida e obra são responsáveis por engrandecer o nome de Portugal e a língua portuguesa em todas as nações que a utilizam.

Pilar Del Rio, mulher de Saramago, e a escritora brasileira Nélida Piñon, grande amiga do autor, anunciaram a vitória de Chico Buarque. Não restam dúvidas que as literaturas brasileira e portuguesa são grandes companheiras e compartilham de grandes autores, fonte de inspiração para brasileiros e lusitanos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Janelas Verdes e Eça de Queirós

Alguns dias atrás, em nossa coluna Diários de Bordo, que narra algumas das experiências que o jornalista CEM vivenciou em Lisboa, citamos o Hotel Janelas Verdes e seu hóspede, talvez mais ilustre, o escritor Eça de Queirós. Mas após nosso post, decidimos não parar por aí no que se refere a esse lugar histórico. Assim, CEM, investigou mais sobre o hotel e seu relato segue abaixo, citando entre outros pontos, a versão que diz que o escritor de “Os Maias” e “O Primo Basílio”, não apenas se hospedou, mas viveu no hotel. Confira:

As Janelas Verdes, que integra a lista Hot 110, é um pequeno hotel de charme no centro histórico de Lisboa.

Este palacete do século XVIII encontra-se ao lado do Museu Nacional de Arte Antiga. Com um pequeno jardim e biblioteca com vista sobre o Tejo, este edifício histórico possui um ambiente romântico e acolhedor. Os quartos são alegres e soalheiros e o Tejo está mesmo ali, perto de nós.

Ali mesmo ao lado do Museu de Arte Antiga, na belíssima Rua das Janelas Verdes, encontra-se um pequeno palacete dos finais de setecentos: As Janelas Verdes é também o seu nome.

Tal como a rua, a casa merece ser descoberta sem pressas, a pouco e pouco, "saboreando" este suave ambiente acolhedor e romântico.



Eça de Queirós está já por tradição a ela ligado e há quem afirme que o famoso romancista viveu aqui e se inspirou neste palacete para a composição de uma outra casa mágica, "O Ramalhete" de "Os Maias".

A memória dessa presença está viva na atmosfera que nos envolve: pequenos objetos de arte, livros, quadros, recordações que nos remetem para um outro tempo agora revisitado.



Os quartos são alegres e soalheiros, o Tejo está ali perto de nós, sabe-nos bem esta casa...

E quando chega a Primavera, os dias aqui começam com um pequeno almoço de sonho servido no jardim, respirando a calma de uma Lisboa antiga onde ainda é bom amar.


Por CEM

Para conferir o primeiro post sobre o Janelas Verdes, acesse o Diários de Bordo.